Novo BMW X5 Elétrico: até 845 km de Autonomia

Primeiramente, a BMW apresentou a quinta geração do X5. Assim, o modelo marca a maior transformação do SUV desde o seu lançamento, em 1999. Ou seja, trinta e sete anos depois, o novo X5 adota a filosofia de design Neue Klasse. Além disso, torna-se o primeiro carro da marca a oferecer cinco motorizações diferentes na mesma linha de produção: gasolina, diesel, híbrida plug-in, elétrica e hidrogénio. Por isso, essa diversidade responde às exigências de mercados distintos, já que nem todos os países avançam ao mesmo ritmo rumo à eletrificação.

Um design que rompe com o passado

Visualmente, o SUV ganhou uma frente mais direita. Nesse sentido, a grelha iluminada Iconic Glow domina o conjunto. Enquanto isso, novas luzes diurnas em formato “double-X” criam uma assinatura própria. Além do mais, as portas abrem eletricamente e as maçanetas seguem o novo desenho Winglet. Por dentro, a BMW reduziu o número de botões físicos. Consequentemente, um painel digital estende-se por baixo do para-brisas. Por fim, esse painel complementa-se com um head-up display de projeção tridimensional.

BMW iX5: a primeira versão totalmente elétrica

Sem dúvida, o iX5 é a grande novidade da gama. Ou seja, trata-se da primeira versão totalmente elétrica de sempre do X5. Assim, o modelo tem tração integral, com um motor em cada eixo, e estreia a sexta geração da tecnologia eDrive. Como resultado, a potência combinada chega aos 578 cavalos. Aliás, o motor traseiro é o mais forte, com 329 cavalos, e o binário atinge 805 Nm.

Além disso, a bateria, de 141 kWh, é a maior já usada num BMW. Em condições ideais, portanto, carrega em apenas 23 minutos, graças a uma arquitetura de 800 volts e potência máxima de 460 kW. Já a autonomia varia entre 645 e 845 quilómetros, consoante a configuração escolhida. Por outro lado, o consumo situa-se entre 20,1 e 23,9 kWh a cada 100 quilómetros. Em termos de aceleração, o iX5 leva 4,6 segundos dos 0 aos 100 km/h, com velocidade limitada a 210 km/h. Além disso, o carro suporta carregamento bidirecional, o que permite devolver energia a uma casa ou à rede elétrica.

A aposta paralela no hidrogénio

Da mesma forma, a BMW confirmou o iX5 Hydrogen, desenvolvido em parceria com a Toyota. Assim, este será o primeiro modelo de produção da marca movido a hidrogénio. Basicamente, o sistema junta uma célula de combustível de terceira geração a uma bateria de alta voltagem e a um novo armazenamento de hidrogénio, chamado Hydrogen Flat Storage. Segundo dados preliminares, a autonomia pode chegar aos 750 quilómetros. Contudo, a BMW alerta que os valores oficiais ainda não foram homologados, uma vez que o carro continua em fase de protótipo.

Dessa forma, essa aposta simultânea em baterias e hidrogénio mostra uma estratégia clara. Ou seja, a marca alemã prefere não depender de uma única tecnologia para reduzir emissões. Assim, mantém alternativas para mercados onde a rede de carregamento elétrico ainda está em expansão. No entanto, a chegada do iX5 Hydrogen ao mercado está prevista apenas para 2028, mais tarde do que as outras versões.

Combustão e híbrido continuam na gama

Por outro lado, quem prefere motores tradicionais também encontra opções atualizadas. Nesse caso, a gama inclui o X5 40 e o X5 40 xDrive, ambos com motor 3.0 turbo de seis cilindros e 400 cavalos. Além disso, existe o híbrido plug-in X5 50e xDrive, que combina esse motor a um propulsor elétrico. Juntos, portanto, somam 490 cavalos e oferecem autonomia elétrica de 71 quilómetros.

Igualmente, para quem percorre longas distâncias, a BMW mantém o diesel. Assim, o X5 40d xDrive usa um motor de seis cilindros em linha, com turbocompressão em dois estágios e sistema híbrido ligeiro de 48 volts. Nesse modelo, o binário chega aos 670 Nm. Além disso, esse motor aceita o combustível renovável HVO100, capaz de reduzir bastante as emissões ao longo do seu ciclo de vida. Já a versão mais desportiva, o X5 M60e xDrive, une motor a combustão e motor elétrico para alcançar 612 cavalos combinados.

Tecnologia e chegada ao mercado

Ainda assim, o novo X5 traz uma novidade curiosa: o Active Lane Change Assistant. Basicamente, este sistema muda de faixa através do olhar do condutor. Ou seja, uma câmara de infravermelhos monitoriza os olhos e, quando o carro sugere uma ultrapassagem, basta olhar para o retrovisor para confirmar a manobra.

Entretanto, a produção arranca em Spartanburg, nos Estados Unidos, fábrica que já monta o X5 desde 1999. Pela primeira vez, contudo, essa unidade passa a produzir também a versão elétrica. Primeiro, chegam as versões a gasolina e a gasóleo, ainda este ano. Depois, as versões elétrica e híbrida plug-in ficam disponíveis no início de 2027.

Por fim, para Moçambique e para a região austral de África, a chegada do modelo deverá seguir o calendário dos grandes mercados internacionais. Por isso, é provável que as versões a combustão e híbrida cheguem primeiro, já que a rede de carregamento elétrico no continente ainda está em expansão.

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